quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lançamentos da semana e algumas justificativas...


Faz muito tempo que não venho escrever uma crítica, né? Pois, estive enrolada ultimamente com muitas coisas para fazer ao mesmo tempo. E escrever para o Comentando o Filme sempre acabava ficando para depois. Mas trago boas notícias! Estou quase de férias da faculdade. Quer dizer, quase formada. o/ Só falta a defesa da minha monografia, enfim! (:

Voltando a falar de filmes, essa semana irão estrear muitos. Em breve, vou postar textos novos, como sempre, toda a semana. E vocês? Já foram ver Happy Feet 2, Gigantes de aço, Amanhecer parte 1, O preço do amanhã ou tantos outros que estão no cinema? Abaixo seguem as estreias dessa sexta-feira. Confiram:

Desaparecidos
Uma festa VIP, em Ilhabela no litoral paulista. O convite? Uma câmera de vídeo que deve ser usada o tempo todo. Ela registra, aleatoriamente, imagens sem você saber quando está ligada. Parece a festa perfeita? Não para um grupo de amigos. Dias depois de desaparecerem sem explicação, as autoridades encontraram seis câmeras abandonadas na mata. Nelas as aterrorizantes imagens do que realmente aconteceu e porque as autoridades mantiveram segredo.


Forças Especiais
Elsa, uma jornalista francesa, é sequestrada por líder do Talibã, que coloca um vídeo na internet, determinando a data para a execução da moça. Investigações indicam que o cativeiro fica em um vilarejo em terras sem lei, na fronteira do Paquistão. Uma unidade de elite, composta por seis homens, é enviada para resgatá-las. Em uma ação bem sucedida, eles conseguem alcançar o objetivo, mas agora precisam sair de lá.


Gato de Botas
Conheceremos o divertido Gato de Botas desde seu nascimento, como um fofo gatinho, até ele se tornar o felino visto em Shrek. No filme, Gato de Botas irá se juntar a mais dois amigos, Humpty e Kitty para tentar capturar a famosa e cobiçada galinha que põe ovo de ouro. Será que essa quadrilha vai conseguir concretizar o plano?


Margin Call: O Dia Antes Do Fim
O filme acompanha, durante 12 horas, os acontecimentos em um banco de investimentos, quando a crise estourou.


Noite de Ano Novo
Enquanto ´Idas e Vindas do Amor´ se passa no Dia dos Namorados, ´Noite de Ano Novo´ acompanha personagens durante a véspera de Ano Novo. O filme celebra o amor, a esperança, o perdão, uma segunda chance e um novo começo, no entrelaçamento de histórias de casais e solteiros, em meio à pulsação e promessas da cidade de Nova York, na noite mais deslumbrante do ano.


Uma incrível aventura
Um garoto pobre e determinado, que adora futebol, acredita no talento de um amigo para o esporte e o convence a participar da Copa do Mundo, na África do Sul. Sem dinheiro e a milhares de quilômetros daquele país, eles partem, sem olhar pra trás, em busca desse objetivo. Ao longo do caminho, juntam-se a eles novos companheiros que passam a acreditar nesse mesmo sonho. Nada os fará desistir.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

NO CINE: “A casa dos sonhos” não traz novidades


Sinceramente? Acho que vou parar de ver trailers. Mais uma vez, lá fui eu cheia de expectativa ver um filme. Agora, foi “A casa dos sonhos” (“Dream House”, 2011). Não estou dizendo que é tão ruim assim, mas promete muito mais do que cumpre. A cada instante, esperei a reviravolta ou a cena de impacto que não aconteceu até depois de passarem os créditos finais.

O thriller psicológico, dirigido por Jim Sheridan (“Entre irmãos”, 2009), funciona como um suspense mediano. Com inicio promissor, o meio do filme acaba por se apresentar cansativo e cria expectativas que não levam a lugar algum. O roteiro parece se perder e esquecer de voltar para o mesmo ritmo do começo da trama. O desfecho até que pode ser considerado interessante, entretanto é totalmente previsível. Porém, uma certa curiosidade, me fez assisti-lo até o fim.

Logo, o expectador é apresentado a Will Atenton (Daniel Craig), um bem sucedido editor, que resolve abandonar o emprego para se dedicar mais a sua família. Nesse período, também pretende escrever um livro. Na casa nova, realmente parece que Wiil, sua esposa Libby (Rachel Weisz) e suas filhas, Trish (Taylor Geare) e Dee Dee (Claire Geare), serão muito felizes. Mas, de repente fenômenos estranhos começam a acontecer. É quando o ex-editor descobre que este foi o local de um homicídio, no qual o pai matou a mulher e suas duas filhas. Então, começa a sua luta para desvendar todo esse mistério. (Qualquer coisa que fale a mais, será spoiller e não haverá motivo para conferir a obra.)

A dicotomia entre a realidade e a imaginação não é muito diferente de outros filmes, como Janela Secreta (2004, David Koepp). Entretanto, alguns pontos merecem destaque. Daniel Craig consegue interpretar de forma convincente dois papéis, o pai carinhoso e preocupado e o homem transtornado. E as atrizes mirins, Taylor Geare e Claire Geare, desempenham muito bem suas personagens. Com uma fotografia ótima, “A casa dos sonhos” pode até servir como passa tempo, mas não assista desavisado, porque não há nada demais. E também não espere muito desse suspense.

Estrelas

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PIPOCA NO SOFÁ: Árvore da vida convida a meditar e contemplar


Já faz um tempo que eu queria assistir “Árvore da vida” (“The Tree of Life”, 2011), mas por um motivo ou outro não conseguia. Entretanto, devo confessar que valeu a pena esperar e ter tempo para pensar um pouco mais do que é necessário fazer, ultimamente, assistindo a todos esses enlatados e comédias no estilo americano.

Com a direção de Terrence Malick (“O novo mundo”, 2005), o filme apresenta uma narrativa não linear, a qual não se preocupa deixar tudo muito explicado ao espectador. Por isso, é preciso prestar bastante atenção às cenas, falas e até mesmo imagens. De fato, é concebido para a busca de reflexões pessoais tanto sobre o tema quanto sobre a compreensão do que se passa. A história da “Árvore da vida” gira em torno da perda de um ente querido, mas este não é um conto sobre morte e, sim, uma linha que conduz a meditações profundas sobre o sentido da vida e outros questionamentos comuns que devem ser respondidos por cada um. 

Tudo começa com a morte de um dos filhos do casal O'Brien. Durante a trama, aos poucos é possível conhecer os integrante dessa família e compreender seus dramas individuais. Os três personagens principais, que são muito distintos, se completam. O sr. O'Brien (Brad Pitt) procura ser um pai rígido, mas que busca criar os seus filhos da melhor maneira para que sejam boas pessoas no futuro. Entretanto, a sra. O'Brien (Jessica Chastain) ama incondicionalmente as crianças e esquece de impor-lhes certos limites. O mais velho, Jack (Sean Penn) cresce revoltado e achando que o pai não gosta dele. Mas, na verdade, só não compreende que o sr. O'Brien está apenas tentando fazer com que ele seja um homem melhor. 

Assim, a partir de um drama familiar, “Árvore da vida” faz uma viagem no tempo retratando diferentes visões de mundo. Intenso, emocionante e sensível, o filme traz cenários lindos, com uma fotografia impressionante e efeitos especiais fascinantes que combinam perfeitamente com a trilha sonora. Os jovens atores Hunter McCracken (jovem Jack) e Tye Sheridan (Steve) merecem destaque por sua atuação que não perde em nada ao lado de nomes como Brad Pitt e Sean Penn. Com certeza, “The Tree of Life” (no original) é uma boa obra. Mas não adianta ir assisti-la com a mente fechada ou sem paciência para contemplação e meditação. Então, só dedique seu tempo, caso realmente esteja interessado.

Estrelas 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

NO CINE: Gigantes de aço surpreende e apresenta boas cenas de luta


Sei que estou muito atrasada com os posts. Tenho justificativas, mas não desculpas. Bom, primeiro fiquei com conjuntivite bacteriana, quando estava me recuperando, peguei conjuntivite viral. Ótimo, né? #NOT Depois, descobri que meu grau aumentou e tive que esperar por óculos novos. Quando finalmente melhorei, estava atolada de coisas para fazer: capítulo da monografia para entregar, projeto para concluir, trabalhos para a faculdade, blog. E sabe como ficou a correia. Vamos tentar compensar agora...

Finalmente, consegui ver um filme e o resultado foi muito melhor do que eu esperava. “Gigantes de aço” (“Real Steel”, 2011) realmente irá surpreender quem não espera muito. Clichê, narrando a relação entre pai e filho e cheio de frases de efeito, consegue ser previsível e ao mesmo tempo prender o espectador que torce pelo pequeno Max.

Com a direção de Shawn Levy (“Doze é demais 2”, 2005), “Gigantes de aço” é um misto de ação, ficção, drama e comédia. De fato, apesar de sua fórmula mais que batida, o enredo consegue envolver e empolgar. Os cenários são bem estruturados e muito convincentes. A imagem, o som e os efeitos especiais estão ótimos e dão ainda mais força a trama.

Em um futuro próximo, conhecemos Charlie (Hugh Jackman), um ex-boxeador, já que o esporte com humanos foi extinto. Agora, o ringue é ocupado por robôs. Para sobreviver, Charlie usa máquinas ultrapassadas nos combates, mas não está indo muito bem. Além de seu namoro enrolado com Bailey (Evangeline Lilly), a filha de seu treinador falecido, ele terá que cuidar por um tempo de seu filho Max (Dakota Goyo), com quem não tinha contato, já que a mãe do menino acaba de morrer. 

Cheio de dívidas, Charlie encontra-se em um cenário bagunçado e conturbado. Mas ele não sabia que seu filho era tão bom com videogames e aparatos tecnológicos. Depois de destruir um robô novo, eles vão a uma espécie de ferro velho, onde encontram Atom, uma máquina antiga, que graças às habilidades de Max volta a funcionar e até mesmo consegue ser usada como um robô de luta. Juntos, pai e filho irão embarcar em uma aventura que irá mudar suas vidas.

As cenas de lutas são muito boas. É possível ver tudo de perto e escutar cada ruído da lataria se chocando. O suspense e o clima do filme também são capazes de manter toda a atenção do espectador. Dakota Goyo merece destaque pela sua atuação e carisma. “Gigantes de aço” é um filme para a família, principalmente para as crianças. Vale a pena o ingresso.

Estrelas

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NO CINE: “O diário de um banana 2: Rodrick é o cara” cumpre seu papel


Mais um atraso, eu sei. Desculpe. Semana mais do que corrida. Nem preciso dizer, né.

Trailers engraçados significam que eu estarei no cinema. “O diário de um banana 2: Rodrick é o cara” (“Diary of a Wimpy Kid: Rodrick Rules”, 2011) não fugiu a regra e rapidamente, lá estava eu. Dessa vez, sem muitas surpresas, mas nem por isso deixei de dar algumas risadas.

Elaborado exatamente como manda a cartilha de comédias para adolescentes, o filme apresenta as brigas entre irmãos, medo de pagar mico, melhores amigos, paixonite e problemas que todas as famílias têm. Com David Bowers (“Astro Boy”, 2009) na direção, “O diário de um banana 2” traz uma boa fotografia. Sem contar que os recursos de animação misturados às cenas do filme ficaram muito legais. Dessa vez, o destaque vai para Rowley Jefferson, que interpreta Robert Capron. Ele sempre está nas cenas mais engraçadas.

Geg (Zachary Gordon) e seus amigos finalmente estão na 7ª série e dão graças a Deus por não serem mais os novatos do colégio. Mas dessa vez, eles enfrentarão outros problemas. Greg está apaixonado pela nova colega de classe Holly Hills (Peyton List), enquanto o seu irmão mais velho, Rodrick (Devon Bostick), fará de tudo para atrapalhá-lo.

A história é praticamente baseada nesse problema de relacionamento familiar. Greg tenta se dar bem com Rodrick, mas o adolescente não quer nem saber. Faz de tudo para atrapalhar a vida do irmão. A sua mãe, Susan (Rachael Harris), tenta de tudo para que os filhos se deem bem. Inclusive, inventa o “dindin da mãe”, o qual é uma moeda fictícia que pode ser trocado por dinheiro de verdade, caso os dois passem tempo juntos. Mesmo assim, não há muito resultado. Até que um dia, seus pais saem de férias. Sem supervisão, o irmão mais velho organiza uma grande festa em casa. Para escapar do castigo, irá precisar da ajuda de Greg. Mas, como previsto, isso não vai dar muito certo.

Voltado para crianças, o “O diário de um banana 2: Rodrick é o cara” apresenta os problemas infantis com muito humor. Sem muitas novidades, conta com a moral típica dos filmes do gênero, como importância da amizade, o respeito entre irmãos e o valor da família. As crianças irão gostar, já os adultos só se tiverem aquele espírito infantil. Caso contrário, escolha outro filme que esteja em cartaz.

Estrelas

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

NO CINE: Confiar traz tema importante sob nova ótica


Primeiramente, devo pedir desculpas pelo atraso do post. Essa semana foi muito corrida. Provas na faculdade, trabalhos e escrever a monografia... Assim, tempo zero, né? Mas na primeira chance que tive, vim aqui escrever sobre mais um filme. Dessa vez, fui assistir o novo suspense de David Schwimmer, o Ross de “Friends”, (“Maratona do amor,” 2007, também dirigiu alguns episódios de “Friends” entre 1999-2004). “Confiar” (“Trust”, 2011) é um típico suspense americano, mas que em nada deve ser desmerecido por isso.

Com uma fotografia simples, porém bela, o filme tece ao mesmo tempo uma crítica à sociedade atual e um alerta, que serve tanto para pais quanto para filhos. Sem mostrar cenas muito chocantes, a produção consegue manter o público envolvido do começo ao fim. O destaque vai para a jovem Liana Liberato, que consegue passar emoções fortes e contraditórias, na pele da adolescente ingênua.

Annie (Liana Liberato) é uma adolescente normal, que enfrenta questionamentos e problemas típicos da idade. Colegial, garotas populares, medo de ser feia. Mas ao mesmo tempo parece fazer parte de uma família estruturada e ter um bom relacionamento com seus pais e irmãos. Em seu aniversário de 14 anos, seu pai, Will (Clive Owen), a presenteia com um MacBook Pro. Achando que a filha saberia usar a internet, seus pais a deixam um tanto livre. Eles sabem que ela conversa com um “Charlie” de 16 anos, mas nada muito profundo. Só que na verdade, a menina mantém um relacionamento de amizade com esse desconhecido, que aos poucos releva ser mais do que um menino.

Até que um dia, após muito chat, sms e ligações, eles marcam um encontro. E o que mais poderia acontecer? Annie, inocente, é seduzida mais uma vez pela teia de mentiras psicológicas do suposto Charlie, que parece saber exatamente tudo o que a garota precisa ouvir. A partir daí, a vida dessa família nunca mais será a mesma. Abusada, a adolescente fica confusa, sua mãe, Lynn (Catherine Keener), quer ajudar, mas não sabe muito bem o que fazer, enquanto Will só pensa em matar o cara que estuprou a sua filha. Em meio a toda a confusão, ainda aparece o FBI para caçar o pedófilo.

Confiar” levanta a bandeira da importância da relação familiar e do convívio com as crianças. A história procura trazer uma reflexão aos mais velhos e também aos mais novos, que são os mais atingidos pelo problema. A história se apresenta de uma forma interessante e atual, sem deixar também de ser informativa. Este não é um filme para entretenimento e, sim, para a reflexão. Ao que se propõe é muito bom. Vale a pena, deixe os preconceitos em casa.

(Spoiller - Raiva do final, mas é exatamente assim que acontece na vida real)

Estrelas

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PIPOCA NO SOFÁ: Monstros S/A diverte e encanta

Antes de ir para a crítica de hoje, gostaria de comentar sobre o novo layout do blog. E aí? Vocês gostaram?


“Gatinho.” “Mike Wzowski.” Umas das minhas frases de filmes infantis preferidas até “Unicórnios são fofinhos”. A Boo é tão fofa. Quem não assistiu e se encantou com a animação Monstros S/A (Monsters Inc., 2001)? Até hoje gosto de revê-la. Em um momento de descanso, liguei o DVD e coloquei um CD para lá de gasto.
 
Com a direção de Peter Docter (Up – altas aventuras, 2009) e David Silverman (Os Simpsons – O filme, 2007), Monstros S/A até que traz um bom gráfico para o ano de sua criação, mas o que encanta mesmo é a construção dos personagens. Apesar de caricatos, eles conseguem ser fofos e divertidos. Quem não queria ter um  James P. Sullivan de pelúcia? Até mesmo o feio e malvado Randall Boggs é engraçado.
 
A trama se passa em um fábrica de energia diferente. No mundo dos monstros, os gritos assustados das crianças humanas é o que garante a energia elétrica. Para isso, os “assustadores” tem que trabalhar incansavelmente para aterrorizar a garotada, mas há um problema: os pequenos não têm mais medo como antigamente, isso pode levar a uma deficiência no abastecimento.
 
Mesmo assim, a vida segue. Até que James P. Sullivan, ou  Sully, como é chamado pelos amigos, encontra uma garotinha nas dependências da fábrica, pois alguém esqueceu sua porta aberta. Esse não seria um grande problema, certo? Mas os monstros acreditam que as crianças humanas são tóxicas! E agora? O que fazer? Além de se esconder do CDA (Child Detection Agency), Sully e seu inseparável companheiro, Mike Wzowski, precisarão enfrentar o malvado Randall Boggs para devolver a Boo com segurança para a sua casa.
 
Com muito humor, Monstros S/A consegue ser divertido, fofo e encantador. O filme mostra como a amizade é importante e que até o mais assustador e fortão dos “monstros” pode ter um belo coração. Com certeza, peque a pipoca e se divirta!
 
Estrelas

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

NO CINE: Deu a louca na chapeuzinho 2 não é tão mal assim

“Deu a louca na chapeuzinho 2” (“Hoodwinked Too! Hood VS. Evil”, 2011) não é tão ruim quanto a crítica está pintando. Devo admitir, não é uma obra prima, não encanta, não ficará para os clássicos, mas também não é este fracasso total, faz rir, sim, e pode ser um bom passatempo para quem não quer pensar e só está a fim de relaxar.

A primeira dica é: não vá esperando muito do filme e aproveite para descansar. (Foi o que eu fiz) Concebido para ser um “Blockbuster” infantil, a história é clichê e se apoia em piadinhas bobas, frases de efeito e referências a outros filmes. Completamente óbvia (como a maioria dos filmes infantis), a narrativa não traz novidades, mas, para as crianças, apresenta ação e comédia. Com Mike Disa (“O inferno de Dante: uma animação épica”, 2010) na direção, a animação também não é lá essas coisas.

Diferente do primeiro filme, agora a história gira em torno da agência Felizes para Sempre, onde trabalham Chapeuzinho Vermelho, Vovozinha, Lobo Mau e o esquilo. Enquanto Chapeuzinho está em uma missão de treinamento com as irmãs do Capuz, o Lobo e a Vovozinha protegem os finais felizes. Quando, de repente, uma bruxa sequestra João e Maria e ameaça comê-los no jantar. Durante a missão de salvamento, Vovozinha é capturada. Para colocar tudo de volta em seu lugar, Chapeuzinho e o Lobo irão precisar fazer as pazes e se unir nessa luta.

Para quem não esperava coisa alguma, “Deu a louca na chapeuzinho 2” até que rendeu algumas risadas. Desenvolvido especialmente para as crianças, o filme não traz nada de original, mas consegue fazer com que o espectador saia da sala de cinema com bom humor, mesmo que dure pouco.

Estrelas

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

NO CINE: Lanterna verde também não inova

Devo confessar que gosto de filmes de ação e de coisas de super-heróis, por isso não poderia deixar de conferir “Lanterna verde” (“Green Lantern”, 2011), apesar de não acompanhá-lo nos quadrinhos. E sem muitas expectativas, lá fui eu. (Que bom!)

Com Martin Campbell (“O fim da escuridão”, 2010) na direção, “Lanterna verde” apresenta um roteiro pobre e muitas vezes desconexo. Mas não chega a ser totalmente ruim, algumas cenas são boas e de algum modo, mesmo que lá no fundo, consegue entreter. Os cenários, grandiosos e cheios de detalhes, conseguiram me impressionar. Entretanto, o 3D não ficou muito bom devido ao alto contraste ou à escuridão.

Depois de percorrer rapidamente a história da Tropa dos Lanternas verdes, força que mantém o universo protegido, e vislumbrar seu novo inimigo, Parallax, entidade que usa a energia do medo contra seus oponentes; finalmente conhecemos Hal Jordan (Ryan Reynolds). Humano, irresponsável e audacioso, Jordan é um piloto de aviões que é avesso a obrigações. Mas de repente, quando o alienígena Abin Sur (Temuera Morrison) cai na Terra e precisa nomear um substituto antes de sua morte, o anel o elege. Com esses poderes, Hal crescerá como homem e precisará testar toda a sua coragem em uma missão que decretará o destino do seu planeta e de todas as galáxias.

Sim, preciso confirmar que toda essa história é clichê. (Mas hoje, o que não é? Já está até ficando “clichê” chamar um filme assim.) Porém, antes fosse este o maior problema de “Lanterna verde”. A narrativa é muito cheia de detalhes e acontece devagar demais, enquanto o ápice parece correr em excesso. Quem não gosta de filmes do gênero, é melhor escolher outra coisa no cinema. Quem ama ficção de super-heróis, não vá tão empolgado.

Estrelas


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NO CINE: Super 8 traz muito suspense e subtramas cativantes


Depois de tanta espera, finalmente fui conferir “Super 8” (“Super 8”, 2011). Gostei. Mas não tanto quanto achei que gostaria. Ter expectativas para um filme é a pior coisa que pode acontecer. Mesmo assim, posso garantir que o resultado é bom.

Ambientado nos anos 80, o filme é dirigido por J.J. Abrams (“Missão impossível 3”, 2006) e produzido por Steven Spielberg (“A Lista de Schindler”, 1993). Cheio de ação e suspense, “Super 8” conta com uma subtrama que chama muita atenção e merece destaque. A fotografia e a imagem também são um ponto forte.

Um grupo de amigos fãs de cinema roda um pequeno filme para um concurso local para jovens cineastas. Joe (Joel Courtney), Charles (Riley Griffiths), Martin (Gabriel Basso), Cary (Ryan Lee) e Alice (Elle Fanning) dividem os papeis de direção, produção e atuação da obra, que retrata um ataque zumbi. De madrugada, durante uma de suas filmagens em uma estação rodoviária, os garotos se deparam com um acidente de trem de grande proporções. A partir daí, a cidade começa a ficar estranha, desaparecimentos acontecem e todos os cachorros fogem. Desconfiados de que o descarrilhamento do trem faz parte de todo esse caos, os meninos iniciam uma grande aventura para rodar seu filme e ajudar seus amigos.

Gostei da história e das subtramas, que deixam “Super 8” ainda mais atraente. Entretanto, não  simpatizei com a cara do ET. Essa parte foi muito clichê. Confesso que esperava bem mais. Fala sério, estamos cheios de ver extraterrestres nojentos e muito feios. Por que não um mais bonitinho? Entretanto, apesar disso, o filme consegue caminhar muito bem. Para quem gosta de boas tramas com alienígenas, esse pode ser um “prato cheio”.

Estrelas


terça-feira, 23 de agosto de 2011

NO CINE: Os Smurfs surpreende e diverte


“La la la la la cante uma canção / La la la la smurf de montão”. A música do desenho de Hanna-Barbera sintetiza todo o clima de magia e encanto que os pequenos duendes azuis trazem para as telonas. E, palavra de quem não assistia o desenho nos anos 80, “Os Smurfs” (“The Smurfs”, 2011) me surpreendeu bastante, já que não esperava coisa alguma da produção.

Com a direção de Raja Gosnell (“Vovó... Zona”, 2000), as cenas do filme conseguem ser engraçadas e ao mesmo tempo conquistam a simpatia do público, que logo começa a torcer pelos pequeninos. A interação entre a animação gráfica e o mundo real também não fica para trás. O toque entre os seres humanos e os azuizinhos não parece artificial. Já o gato Cruel merece destaque. A cada aparição suas sutilezas e trejeitos arrancam boas gargalhadas.

Os smurfs vivem felizes em sua vila encantada até que, sem querer, Desastrado honra seu nome e mostra a entrada do local para Gargamel (Hank Azaria), o vilão que pretende roubar a essência smurf para ficar mais poderoso. Na fuga, mais uma vez Desastrado se atrapalha e vai parar no portal mágico da lua azul, levando consigo Papai Smurf, Smurfette, Gênio, Ranzinza e Corajoso para o mundo real. Porém, seu regresso seria mais fácil se Gargamel e Cruel não tivessem pegado carona para a Terra.

Aqui, mais uma vez graças a Desastrado, os duendes azuis conhecem Patrick (Neil Patrick Harris) e sua esposa Grace (Jayma Mays), que espera seu primeiro filho. Com a ajuda desses humanos, os smurfs perdidos irão lutar contra o malvado Gargamel e passar por grandes aventuras até conseguirem voltar para a sua terra natal.

O filme também é cheio de lições para toda a família, como união, amor, companheirismo, amizade e coragem. Com certeza, é um prato cheio para as crianças e também para os adultos  que gostam de produções nesse estilo. “Os Smurfs” não vai muito além do que promete e apresenta alguns problemas no roteiro (mas quem liga? Os pequenos nem percebem, afinal a história é de coisas mágicas). Por isso, é um trabalho que irá agradar quem gosta de cenários reais se confundindo com animações gráficas e contos de fantasia. Se não simpatizar, nem chegue perto.

Estrelas


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

NO CINE: Assalto ao Banco Central poderia ser melhor

Após muito tempo de anúncios, “Assalto ao Banco Central” (2011) finalmente é exibido nas telonas. E eu não poderia deixar de conferir mais um filme brasileiro de ação, gênero que o cinema nacional  progrediu bastante nos últimos tempos (para provar isto, temos os dois “Tropa de Elite”). Entretanto, dessa vez, o resultado não foi tão bom assim, apesar de também não ser o pior do ano.

Baseado em fatos reais, “Assalto ao Banco Central” desperta a curiosidade do expectador, que procura saber de fato qual seria a realidade por trás do grande roubo realizado em 2005. O recurso de mesclar as imagens do interrogatório dos assaltantes e da elaboração do crime merece destaque. Apesar de impedir qualquer tipo de imprevisibilidade, esta técnica deixou as cenas mais dinâmicas e, de certo modo, a história correu bem.

Outro ponto primordial para elevar o padrão dos filmes nacionais foi deixado totalmente de lado, mostrando cenas de sexo fortes e desnecessárias. (Só uma dica: se quiséssemos ver algo assim, seria melhor ficar em casa e alugar um pornô, ? #peloamordedeus)

Em uma ação bem planejada e desenvolvida, o Barão (Milhem Cortaz) reuniu os “melhores” homens do Brasil para um grande assalto que levaria 164,7 milhões de reais do Banco Central de Fortaleza, Ceará. Após três meses de operação, a quadrilha construiu um túnel 84 metros que ligava uma casa do subúrbio ao cofre do banco. Os bandidos roubaram três toneladas de dinheiro sem disparar um único alarme ou dar um tiro.

Abordando também preconceito sexual (homossexual), aposentadoria, corrupção da polícia e exploração da fé, o filme conta com diálogos ralos e corridos, que infelizmente apresentam os personagens com pouca profundidade. Com a direção de Marcos Paulo (conhecido por seu longo trabalho como diretor de novelas globais), “Assalto ao Banco Central” também passa rápido demais e me deixou com a sensação de que estava faltando algo. Mas, para quem está curioso, pegue a pipoca e boa seção.
 
Estrelas

terça-feira, 9 de agosto de 2011

NO CINE: Cilada.com até consegue fazer rir, mas não convence


Que comédias românticas hollywoodianas são feitas somente para fazer rir e nada mais, nós já sabíamos. E agora, os filmes brasileiros tentam ir pelo mesmo caminho, com a grande diferença que não fazem isso tão bem (para não dizer mal). Este é o retrato do novato “Cilada.com” (2011), que até apresentou um trailer um tanto quanto promissor, mas acabou errando na medida exagerada das “piadinhas”.
 
Com a direção de José Alvarenga Jr. (“Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas”, 2009), o filme apresenta um roteiro fraco, que na maioria das vezes despreza a história e a linha de raciocínio  apenas para encaixar uma ou outra coisa que faça o público rir. Devo admitir, funciona, afinal pessoas riram bastante. Mas todo esse sacrifício não vale a pena.
 
Durante uma festa de casamento, Bruno (Bruno Mazzeo, original, não?) é flagrado por todos enquanto está “dando mais do que um amasso” em uma mulher. Até aí constrangedor, não? Não tanto até sabermos que ele é um cara comprometido. Mas é lógico que levou um grande pé na bunda de sua então namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme, mais original impossível). Para se vingar, a garota publica no YouTube um vídeo no qual os dois estão transando e ele tem uma ejaculação precoce.
 
Pronto, a vida do publicitário vira de cabeça para baixo quando se vê como “celebridade” de internet. Mas ele não gosta nem um pouquinho da fama e para se livrar desta, tenta fazer um vídeo que prove toda a sua masculinidade e todas essas coisas de ego ferido. Ao mesmo tempo que corre atrás de sua ex, Bruno começa uma busca louca por uma mulher que consiga “ajudá-lo” a provar para o mundo que ele não é tão “rapidinho” assim.
 
Com todos seus esteriótipos e deboche, “Cilada.com” consegue ser engraçadinho. Mas suas piadas preconceituosas não levam a lugar algum. Sem contar o final feliz (feliz para quem?) ridículo que tentou esboçar. Sinceramente, o filme mostrou um homem idiota que só procura suprir seu grande ego e uma mulher boba que não se valoriza. Os dois minutos de mudança do Bruno não me convenceram. (Esse é o retrato da sociedade brasileira? Fiquei na dúvida.) Mas o pior de tudo é que as pessoas realmente acham graça disso. E se acontecesse com elas?
 
Estrelas

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NO CINE: Capitão América: o primeiro vingador traz história, aventura e bom humor

Semana cheia. Volta às aulas. E um lindo presente: duas horas de engarrafamento por dia. Não quero me justificar por isso, mas peço desculpas pela desatualização do blog, já que vocês conhecem os motivos. Mas vamos ao post:

Enfim, fui conferir o começo da aventura do Capitão América. A adaptação dos quadrinhos de 1941 de Joe Simon e Jack Kirby, “Capitão América: o primeiro vingador” (“Captain America: The First Avenger”, 2011) me surpreendeu em alguns aspectos, já que eu só esperava ação e nada mais.

Com a direção de Joe Johnston ("Jurassic Park 3", 2001), o filme consegue humanizar o personagem de tal forma que ele não parece apenas um símbolo de propaganda dos EUA. O Capitão América é apresentado como um rapaz cheio de coragem e bravura.

Os efeitos especiais de “Capitão América: o primeiro vingador” também estão muito bons. As cenas de explosões e combate foram muito bem desenvolvidas. E o que dizer do Chris Evans franzino? Ficou ótimo. Os cenários e a fotografia em tons de sépia também merecem destaque.

A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Steve Rogers (Chris Evans) é um jovem corajoso que deseja servir ao seu país nos campos de batalha. Por isso, ele tenta se alistar várias vezes, mas por ser pequeno, fraco e esquelético, ele nunca é aprovado. Entretanto depois de enxergar sua bravura, o cientista Abraham Erskine (Stanley Tucci) o convida para participar de uma experiência que irá mudá-lo completamente.

Agora, forte, alto e robusto, porém muito valioso para entrar em campo, Rogers irá ser usado para levantar a estima dos combatentes. Com uma “fantasia” que leva as cores dos Estados Unidos, o Capitão América percorre todos os lugares. Até que, cansado de não fazer nada com seus dons, o garoto parte para as trincheiras e começa a sua luta, na qual irá se deparar com seu arqui-inimigo, o Caveira Vermelha (Hugo Weaving).

Com boas cenas de ação, o filme ganha a simpatia do telespectador pela verossimilhança e também pelo carisma de bom moço de Steve Rogers, principalmente em sua fase esquelética. Mas isso não quer dizer que esteja livre problemas, entretanto essas falhas não comprometem a compreensão da história. Misturando aventura, um pouco de humor e romance, “Capitão América: o primeiro vingador” vem preparar o terreno para Vingadores (previsto para 2012), que reunirá os mais famosos heróis Marvel.

Estrelas

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PIPOCA NO SOFÁ: Austrália conta linda história de amor

Acho que todos que leem o blog sabem que eu adoro romance, né? (Risos) Também curto demais ação, suspense e terror, mas como toda pessoa do sexo feminino, deixo-me sonhar com os romances. Apesar de estar classificado como drama, “Austrália” (Australia, 2008) é uma linda história de amor.

Com Baz Luhrmann (Romeu e Julieta, 1996) na direção, o filme apresenta quase 3 horas, nas quais além do romance e do drama, cenas de aventura, comédia e ação também tomam lugar. Com o figurino e os cenário muito bem elaborados, Austrália mergulha no tempo, e mais do que falar sobre o amor, procura narrar a história de uma cultura.

No início da Segunda Guerra Mundia, Lady Sarah Ashley (Nicole Kidman), uma aristocrata inglesa mimada, vai até a Austrália para reencontrar seu marido, um importante fazendeiro da região. Mas ao chegar, descobre que ele havia morrido. Agora para poder sobreviver, terá que deixar seus mimos de lado e aprender a lidar com o mundo sem ninguém para protegê-la. Nessa empreitada contra as pessoas que querem tomar suas terras, Lady Sarah irá contar com a ajuda de um  vaqueiro (Hugh Jackman) e de um esperto garoto aborígene chamado Nullah (Brandon Walters). Assim, esses três irão se unir para enfrentar o destino, mostrando lealdade, amizade e companheirismo.

Para quem não está acostumado com este gênero, pode até parecer um tanto longo ou cansativo. Mas para quem curte romance e drama, com certeza, vale a pena assistir cada segundo de Austrália. Não esqueça de preparar umas pipocas e pegar algo para beber.

Estrelas

terça-feira, 19 de julho de 2011

NO CINE: Harry Potter e as Relíquas da Morte: Parte 2 é produzido para fãs

A sensação de saber que a história, a qual acompanho durante quase metade da minha vida, chegaria ao fim junto com aquela sessão era um misto de curiosidade, ansiedade e, lá no fundo, pesar. Os minutos de espera na fila pareciam não passar e, finalmente, depois de uma hora, a sala é liberada. Todos correm, literalmente, para garantir os melhores lugares. Após trailers que pareciam nunca terminar, enfim, começa (ou termina a saga): “Harry Potter e as Relíquas da Morte: Parte 2” (“Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2”, 2011).

Toda a espera para conferir o resultado dos livros na telona valeu a pena. Os efeitos especiais e a fotografia estão perfeitos. Os cenários são impressionantes. E o visual mais sombrio, que permanece durante o longa, acentua o clima de magia e perigo. A maquiagem também é outro ponto que merece destaque. A caracterização dos personagens continua muito boa. Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) aparece ainda mais formidável.

Para quem leu a saga, o que aparece na tela não é novidade, mas, mesmo assim, consegue empolgar. Lá estão Harry Potter (Daniel Radcliffe), Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) em sua caça desesperada para destruir as horcruxes antes que você sabe quem tome o poder. Enquanto isso, Voldemort prepara um grande ataque contra os bruxos que mantêm a resistência no castelo de Hogwarts.

Durante a guerra, muitos personagens se destacam. Finalmente, Severo Snape (Alan Rickman) ganha o reconhecimento que merece na trama. O ator representa perfeitamente a dualidade de Snape na cena em que ele, como diretor da escola, ordena que entreguem Harry Potter. Neville Longbottom (Matthew Lewis) também toma parte em cenas importantes. E o trio, Harry, Rony e Hermione, parece mais confiante e resolvido.

O diretor David Yates (“Harry Potter e as Relíquas da Morte: Parte 1”, 2010) , agora, consegue um filme mais maduro e dramático, que contagia o público. Sem muitas explicações ou mudanças na adaptção, cheio de pequenos detalhes e referências às obras anteriores, “Harry Potter e as Relíquas da Morte: Parte 2” é, de fato, produzido para os fãs.

Estrelas

terça-feira, 12 de julho de 2011

NO CINE: Transformers: O Lado Oculto da Lua traz imagens fantásticas

Depois de “Transformers - A Vingança dos Derrotados” (2009), o próximo filme da franquia era um enigma. Ou superaria seu antecessor ou, então, receberia mais alfinetadas da crítica. Como gosto da ideia da série, exatamente por conta da história surreal de metamorfose dos objetos, logo fui conferir o que “Transformers: O Lado Oculto da Lua” (Transformers: Dark of the Moon, 2011) teria de novo.

Novidade não é exatamente o que a continuação de Michael Bay (“Transformers - A Vingança dos Derrotados”, 2009) traz. A narrativa ainda se apoia na luta Autobotos contra os malvados Decepticons. (Mas esse é conceito da produção) E Sam Witwicky (Shia LaBeouf) aparece com uma nova namorada, Carly (Rosie Huntington-Whiteley), que, com suas roupas brancas, curtas e apertadas, funciona como um apelativo para o público masculino e praticamente mais nada. Entretanto, algumas coisas novas acontecem. Um grupo de seres humanos também se envolve na briga. E o roteiro ganha um certo amadurecimento. Um dos grandes pontos do filme também é a verossimilhança feita a partir da corrida espacial na guerra fria entre a URSS e os Estados Unidos.

Os Autobots, agora, fazem missões em conjunto com os humanos militares, enquanto Sam Witwicky continua o mesmo “fracassado” que é sustentado pela nova namorada. Mas isso começa a mudar quando, em um trabalho de rotina, Optimus Prime descobre que os humanos esconderam uma coisa muito importante: uma nave de Cyberton que foi descoberta no lado oculto da Lua nos tempos da guerra fria.

Optimus Prime e os demais robôs do “bem” vão à Lua resgatar essa parte do seu lar, que poderia ter feito com que eles vencessem a guerra. Então, encontram na espaçonave seu antigo lider, o Sentinel Prime, a quem Optimus “devolve” a vida. Porém, é aí que começam todos os problemas. Pois tudo era parte do plano maligno de Megatron para resgatar seu antigo aliado, Sentinel Prime. E para vencer os milhares de Decepticons, que aparecem na tela, Sam, os Autobots e os humanos vão se unir em uma incrível e perigosa aventura.

Recheado de efeitos especiais, “Transformers: O Lado Oculto da Lua” apresenta um 3D de alta qualidade, que mostra perfeitamente os detalhes dos robôs e a profundidade dos cenários. As cenas de explosão e de lutas também foram muito bem realizadas. Ao longo das mais de duas horas de duração do filme, é possível ver ação, humor e até um pouco de suspense. Não é o melhor filme do ano, mas merece uma chance.

Estrelas

segunda-feira, 4 de julho de 2011

NO CINE: Kung Fu Panda 2 diverte ainda mais

Essa onda de animações feitas para todos os públicos cresce cada vez mais e parece que não vai parar por aí. Nos cinemas, agora é possível conferir outra aventura da DreamWorks: “Kung Fu Panda 2” (Kung Fu Panda 2, 2011). E ao contrário do que muitos esperam, a continuação ficou tão boa quanto o anterior. Dessa vez, Po vem ainda mais engraçado e com muito mais gás.
 
Com Jennifer Yuh na direção, o novo filme do panda mais atrapalhado do cinema apresenta uma narrativa de fácil compreensão. Os animais e cenários em 3D ficam ainda mais reais, principalmente a água do mar no final do filme. A estética da animação 2D, que é feita para contar fatos do passado de Po, também merece destaque.  
 
Depois de derrotar o leopardo da neve Tai Lung no primeiro longa, a vida de Po com os Cinco Furiosos parece uma maravilha. Mas, de repente, entra em ação um novo vilão. Lorde Chen criou uma máquina capaz de derrotar o mais poderoso dos mestres do Kung Fu. Mais magro e cheio de energia, Po e seus amigos, mestre Shifu, Tigresa, Macaco, Víbora, Louva-deus e Garça, irão precisar de muita coragem para salvar a China desta grande ameça. Durante a caminhada, Po também irá descobrir grandes segredos de seu passado e vai precisar  aprender a lidar com eles antes que seu inimigo ganhe a batalha.
 
Divertido, “Kung Fu Panda 2” apresenta ação, história e humor na medida certa. Voltado para a criançada, o filme não deixa também de agradar ao público mais velho. Recomendado para quem gosta de animações.
 
Estrelas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Filmes quatro estrelas para o feriado

Feriado chegando e aqui no Rio o tempo não está muito bom. Para quem vai viajar, aproveite bastante. Mas para quem vai ficar em casa, como eu, alguns DVDs podem garantir descanso e diversão. Escolhi alguns filmes de vários gêneros que possuem quatro estrelas aqui no Comentando o Filme. Prepare a pipoca e escolha os seus preferidos:
Terror
REC é pura adrenalina
REC (2007) é um filme pelo qual você não dá muito pela capa, mas depois de assistir se surpreende bastante. Continue lendo a crítica.

Suspense
Código de conduta surpreende com muita ação e suspense
Código de conduta (2009) traz bastante tensão em cena. Mas dessa vez, ao invés de ficarmos do lado do Estado, acabamos torcendo para o vilão, que na verdade nem é tão vilão assim. Continue lendo a crítica.

 
Romance
500 dias com ela conta história de amor de modo diferente
“500 dias com ela” (2009) é uma história sobre o amor. O filme se baseia nos clássicos romances nos quais os meninos se apaixonam pelas meninas e elas não dão a mínima para eles. Entretanto, dessa vez o final feliz esperado para o gênero água com açúcar não acontece. Continue lendo a crítica.

Ação
A origem traz quebra-cabeça alucinante
Já estava um tempo tentando conferir “A Origem” (Inception, 2010), mas o horário não batia. Finalmente consegui e não me arrependi por esperar. Assim como “Matrix” (de Andy Wachowski , Larry Wachowski, 1999), “A Origem” traz história a respeito dos sonhos, com um ponto de vista bem interessante. Continue lendo a crítica.

Busca implacável é eletrizante do começo ao fim
Quando “Busca implacável” (Taken, título original) chegou à locadora não achei que seria um filme tão bom, afinal não havia escutado nada a respeito. E adoro quando isso acontece: um filme que não trouxe expectativas se revela ótimo. Com a direção do francês Pierre Morel (também diretor de B13 - 13° Distrito, 2004), Busca implacável é um filme cheio de ação (mas sem exageros do tipo “Homem de ferro 2”). Ele consegue prender a atenção a cada cena. Continue lendo a crítica.

Animação
Meu malvado favorito arranca muitos risos
O trailer de “Meu malvado favorito” é engraçado e o filme mais ainda. Gru e as três pequenas órfãs conseguem arrancar gargalhadas da platéia adulta. E não é para menos, mesmo sendo uma animação, o filme no qual um vilão (apesar de se mostrar carente e “bonzinho”) é o protagonista definitivamente não é algo para crianças.  Continue lendo a crítica.

Boa sessão e um ótimo feriado!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

NO CINE: Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas não inova, mas agrada

A franquia Piratas do Caribe aumentou o seu número e dessa vez “Navegando em águas misteriosas” (“Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides”, 2011) vem dar ainda mais destaque para o personagem preferido dos fãs, Jack Sparrow (Johnny Depp). Já que Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) se despediram no filme passado, “Piratas do Caribe: No fim do mundo”.

Com figurinos e cenários bem desenhados e desenvolvidos, o diretor Rob Marshall (“Memórias de uma Gueixa”, 2005) soube dar alguma revitalizada nos personagens. Os efeitos especiais não ficaram “coisas do outro mundo”, mesmo sem surpresas, acabaram ficando legais. A versão em 3D do filme também não deixa a desejar.

Apesar de ainda ser obcecado pelo seu adorado Pérola Negra, agora a busca de Jack Sparrow (Johnny Depp) é pela aclamada Fonte da Juventude. Em Londres, Jack descobre que vários burburinhos foram feitos envolvendo seu nome. Sempre tentando escapar das autoridades locais, o pirata investiga por conta própria e encontra Angelica (Penélope Cruz), mais um de seus casos amorosos do passado. A moça é filha de Barba Negra (Ian McShane) e ambos obrigam Jack Sparrow a guiá-los até o local onde fica a Fonte da Juventude.

Com muita esperteza e agilidade para escapar dos perigos, o ex-capitão do Pérola Negra terá que contar mais uma vez com a sorte. Além dos espanhóis, que desejam destruir o lugar pelo qual procuram, Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha como corsário para o império Britânico, também persegue o mesmo objetivo. Em uma corrida alucinante, piratas e cristãos disputam para ver quem fica com lugar místico.

Por algum motivo, Jack Sparrow não está mais tão atrapalhado. Ele parece menos afoito e isso me deixou com a sensação de estar faltando alguma coisa. Entretanto, devo admitir, que “Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas” teve um resultado melhor do que o filme anterior, mas apesar de ter se desenvolvido de forma superior, ainda faltou a sensação de algo novo.

Estrelas
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